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Astronomia
Segunda - 10 de Fevereiro de 2003 às 10:57

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(AL) - A Rússia terá de encontrar pelo menos 1,5 bilhão de rublos (cerca de US$ 47 milhões) a mais para assegurar sozinha a manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2003, após o acidente do ônibus espacial Columbia e a suspensão das operações espaciais da Nasa.

A informação foi dada hoje pelo diretor da Rosaviakosmos (agência espacial russa), Iuri Koptev, ao jornal "Kommersant".

"A Rússia terá de enfrentar despesas suplementares após o congelamento dos vôos dos ônibus norte-americanos, que deixa apenas às naves russas a responsabilidade de abastecer a ISS e substituir as tripulações a bordo", afirmou Koptev.

O diretor lembrou que a Rosaviakosmos previa inicialmente o envio de duas naves tripuladas Soyuz e três foguetes de carga não-tripulados Progress para o complexo orbital neste ano. Porém, a manutenção da atividade na ISS exige pelo menos cinco naves de carga, ou seja, duas a mais do que o previsto.

Apesar de a construção de 12 novos foguetes Progress estar em andamento, terminar dois a tempo exigiria um investimento adicional de 1,5 bilhão de rublos. "O problema prende-se exclusivamente ao financiamento", disse o diretor.

Os gastos previstos pela Rússia em 2003 com a ISS são de 4 bilhões de rublos (cerca de US$ 126 milhões). Além disso, a utilização exclusiva das naves Soyuz para a troca de tripulação da estação forçou o governo russo a cancelar seu programa de turismo espacial, o qual deveria injetar US$ 45 milhões na receita espacial deste ano, explica Koptev.

Para ele, a Nasa dificilmente ajudaria financeiramente a Rosaviakosmos. Há dois anos, o Congresso norte-americano proibiu esse tipo de ação, após Washington acusar Moscou de transmitir tecnologia aérea bélica ao Irã.




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