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Informática
Segunda - 17 de Março de 2003 às 16:30

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Por Rodrigo Dutra, do HomeNews

A ameaça cyberterrorista está chamando muita atenção por nada: terroristas não pensam em destruir o mundo virtual, porque bombas têm um maior poder de destruição, brincam os experts em segurança na rede.

“O cyberterrorismo é muito alardeado”, disse Bruce Schneier, fundador e chefe do departamento técnico da Counterpane Internet Security em Cupertino, Califórnia, durante uma palestra sobre o tema.
“Eu não vejo os cyberataques como um tipo de movimento terrorista. Derrubar servidores e infectar e-mails não é terrorismo. Se eu não conseguir acessar o meu e-mail hoje, eu não vou ficar aterrorizado. Nós estamos a anos de distância da possibilidade de alguém lançar um ataque eletrônico em larga escala, que acabe tendo o efeito de uma bomba”, concluiu Schneier.

Outros palestrantes, executivos de firmas especializadas em desenvolver programas de segurança, como a Trend Micro e a RSA Security, concordam com Bruce Schneier. Eles culpam o governo norte-americano e determinados setores da mídia pela criação da “angústia cyberterrorista”.

“Terroristas pensam em utilizar a Internet para se comunicar, o que é realmente diferente de um ataque. Nós não temos informação recente sobre ataques deste nível nos últimos acontecimentos da web”, disse Rainer Fahs, que é engenheiro de segurança informativa da OTAN para comandos aéreos e controle de sistemas.

Incentivado pelos temores pós - 11 de setembro, o governo de George W. Bush e suas agências de divulgação começaram a espalhar que terroristas estavam utilizando a Internet para ações malévolas, como destruir sistemas integrados de telecomunicações, energia, petróleo, gás e transporte.

Fahs entende a situação do governo americano, mas avisa que as liberdades civis devem ser respeitadas, e a desculpa deste tipo de ameaça não pode condenar a fácil expressão do microusuário. “Algo foi criado e não deve ser assimilado por todos, a Internet é um espaço para todos”, ele concluiu.

Em recentes estudos divulgados, a Symantec garante que a “ameaça” é mais medo que realidade. Nenhum dos piores eventos acontecidos na rede e listados pela companhia possui traços ou conexões com países considerados abrigo de terroristas.





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