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Ciência
Segunda - 14 de Abril de 2003 às 16:15

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A equipe de cientistas que vinha traçando a seqüência do genoma humano diz ter concluído a tarefa, dois anos antes do prazo originalmente previsto.

O anúncio acontece há pouco menos de três anos da publicação de uma versão inicial do mapeamento do genoma humano.

Na ocasião, a decodificação da seqüência já havia chegado a 97%. Agora, de acordo com os cientistas, o mapeamento estaria virtualmente 100% completo.

A maior parte do processo de mapeamento foi feita por laboratórios americanos. Segundo os cientistas envolvidos no processo, os benefícios para a saúde serão imensos.

Presença britânica

A única instituição britânica a participar do processo foi o Wellcome Trust Sanger Institute, que contribuiu com a decodificação de um terço da seqüência – a maior contribuição feita por uma única instituição.

O diretor da instituição científica britânica, Allan Bradley, disse que completar o mapeamento do genoma humano era um passo crucial em uma longa estrada.

Mas ele afirmou ainda que os benefícios para a área de saúde podem ser imensuráveis. "Apenas uma parte deste trabalho, a decodificação do cromossomo 20, já acelerou a busca pelos genes presentes na diabete e na leucemia", disse Bradley.

"Não devemos esperar avanços imediatos, mas não há dúvidas de que entramos em um dos capítulos mais empolgantes do livro da vida", acrescentou o cientista.

Francis Collins, director do Insituto de Pesquisa do Genoma Humano, nos Estados Unidos, disse que os efeitos de longo prazo do mapeamento serão grandes.

"Um de nossos objetivos é descobrir quais são os genes cuja presença podem levar à ocorrência da diabete tipo II. Essa doença afeta cerca de uma em cada 20 pessoas com mais de 45 anos e sua incidência parece estar aumentando", disse o cientista.

Segundo Collins, gração à decodificação do genoma humano, os cientistas já estão perto de descobrir qual gene do cromossomo 20 sofre mutação na diabete tipo II.

Quando o Projeto Genoma Humano teve início, muitos julgaram que seriam necessários 20 anos para que o mapeamento estivesse completo. Mas o uso de supercomputadores e avanços na ciência robótica aceleraram muito o processo.

Fonte: BBC Londres




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