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Saúde
Terça - 15 de Abril de 2003 às 12:59

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HomeNews e BBC Londres

Estatísticas divulgadas hoje mostram que mais nove pessoas morreram em Hong Kong por causa da nova pneumonia.

Esse foi o maior número de mortes já registradas em apenas um dia desde o surgimento da doença, causada pelo vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em Hong Kong, no início de março.

Até agora 56 pessoas morreram devido a essa nova pneumonia no país.

Em todo o mundo, o número de mortes passa de 150. Mais de 3 mil pessoas já foram infectadas pelo vírus, a maioria na China e em Hong Kong.

Hospitais militares

Novos casos também foram registrados na China continental e o número de casos em Pequim aumentou para 37.

Uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com suspeitas de que pacientes infectados pelo vírus da nova pneumonia, mas sem registro oficial, estejam internados em hospitais militares na capital da China.

Eles pediram, mas ainda não receberam, acesso aos hospitais para conferir essas suspeitas.

"Autoridades em Pequim parecem ter contido a doença em alguns hospitais, mas ainda não deram permissão para que especialistas da OMS possam visitar hospitais militares que têm sido foco de muitos rumores", disse a organização.

Teste

Com o crescimento do número de pessoas infectadas pelo vírus da nova pneumonia, a OMS recebeu com satisfação o progresso científico em testes para identificação da doença e para detectar como o vírus opera.

Foi divulgado o genoma do vírus da SRAG e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informou que a descoberta irá ajudar a criar diagnósticos mais corretos, além de aumentar as chances de descoberta de uma vacina ou um remédio para derrotar o vírus.

No entanto o centro alertou que tais descobertas podem demorar semanas ou até mesmo meses.

Na Alemanha, a Artus, uma empresa de biotecnologia, começou a distribuir gratuitamente em todo o mundo kits que podem identificar o vírus da SRAG.

A empresa diz que a tecnologia desenvolvida permite identificar a doença em menos de duas horas, comparada a métodos tradicionais que só permitem a obtenção de resultados em 10 ou 20 dias.




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