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Informática
Quarta - 16 de Abril de 2003 às 14:03

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Por Rodrigo Dutra, do HomeNews

A AMD e seus processadores Athlon XP se estabeleceram no mercado como um espinho ao domínio da Intel nos últimos anos, mas pouco fizeram para impedir o progresso do Xeon e do popular Itanium 2, principais produtos da marca líder de mercado. Na última terça-feira, a Advanced Micro Devices (AMD) mostrou o novo chip Opteron para servidores, o que dá uma nova dimensão aos aparatos tecnológicos que desenvolve.

O evento de lançamento do Opteron, em Nova York, somente foi realizado um ano após as promessas e ao hype criados pela AMD. Baseado em uma estrutura denominada Hammer, o processador usa uma extensão de 64 – bit, que permitem aos usuários “rodar” aplicativos de 32-bit e 64-bit no mesmo chip.

De acordo com uma entrevista concedida na feira Linuxworld, realizada em janeiro passado, Marty Seyer, vice-presidente de marketing da AMD, garantiu que os chips para servidores do tipo one-way, two-way e four-way estarão disponíveis a partir de 22 de abril.

A AMD quer competir com um produto de alto nível no mercado, principalmente contra o Itanium e o caríssimo RISC, desenvolvido em parceria pela Sum, IBM e Hewlett Packard. O RISC diminui o número de instruções que o processador necessita entender, mas aumenta o número de vezes que estas instruções necessitam ser cumpridas, o que dificulta sua aceitação junta ao mercado.

Apesar de tudo, a Intel continua a ser o adversário que deve ser batido. A companhia possui uma sólida posição no mercado de servidores com os seus processadores Xeon de 32-bit, mas a AMD está tentando convencer os usuários, que se utilizam de servidores mais simplórios, a mudar para um sistema com chip de 64-bit que pode garantir suporte imediato para aplicativos de 32-bit.

Alguns boatos dizem que a Intel está trabalhando em um chip de 64-bit, o que foi prontamente negado pela empresa, assim como não foi confirmado que “Yamhill” seria o nome provisório deste novo desenvolvimento. Muitos analistas dizem que o novo produto da AMD será um sucesso de vendas, o que obrigará a Intel correr contra o tempo para disputar fatias neste setor do mercado.

A competição faz a AMD temer alguma desaprovação popular, já que o seu processador ainda possui pequenas falhas que estão sendo analisadas. Por exemplo, o Opteron ainda sofre com a falta de uma boa apresentação de floating – point unit, que é um conjunto especial de instruções que processa complexas ordens numéricas, e é especialmente importante para aplicativos científicos e de ordem matemática.

Se por um lado existe medo, por outro existe esperança e trabalho duro. Para garantir uma rápida categorização positiva por parte de especialistas do setor de informática, a AMD espera que o fácil acesso a uma estrutura de 64-bit garanta aos engenheiros de TI (tecnologia da informação) uma maneira de manter os seus aplicativos usuais “rodando” em suas máquinas, enquanto testam e desenvolvem situações para o novo chip.

“Com o Opteron, nem todos os programas precisam ser executados em 64-bit, alguns podem funcionar da maneira que for mais convencional, como em 32-bit”, disse Marty Seyer.

Uma das estratégias de marketing da AMD para introduzir o Opteron no mercado será trabalhar com pequenas firmas que constroem e realizam manutenção em servidores, visto que grandes companhias do mercado de informática já afirmaram que não pretendem utilizar o novo chip em seus equipamentos.

A AMD espera que uma vez percebidas as qualidades do Opteron, outros produtos da companhia comecem a ser mais consumidos, principalmente o novo chip Athlon 64, que chega as lojas em setembro. A AMD estará comprometida com o desenvolvimento de sua linha Athlon MP até o final deste ano, garantiu Seyer.




URL Fonte: https://homenews.com.br/noticia/975/visualizar/